Coronavírus impulsiona delivery no Brasil e muda rotina

Foto: huffpostbrasil

Desde que aumentaram casos do coronavírus no Brasil, especialistas recomendaram isolamento social para o máximo de pessoas possível. Diversas empresas decretaram home office e centenas de eventos foram cancelados em todo o País, em um esforço de conter aglomerações e diminuir o contágio do vírus, que já infectou ao menos 441.315 brasileiros.

Enquanto a economia fica paralisada, com projeções de retração expressiva em 2020, um setor em particular tem sido (ainda mais) alavancado pela quarentena voluntária destas e das próximas semanas: os aplicativos de delivery.

Entre aqueles que estão ― ou se preparam ― para ficarem isolados em casa, aplicativos de delivery de refeições e alimentos têm sido uma opção para evitar idas aos supermercados e restaurantes.

Ao HuffPost Brasil, o aplicativo de delivery Rappi informa que registrou nas últimas semanas um aumento de 30% no número de pedidos, principalmente em restaurantes, supermercados e farmácias.

“Desde que as conversas sobre o coronavírus se iniciaram, percebemos um aumento significativo no número de pedidos de supermercado — o que acreditamos ser uma resposta dos usuários preocupados com o tema incerto e medidas de quarentena sendo tomadas em diferentes cidades”, informou a assessoria da Rappi.

Segundo a companhia, as buscas saltaram porque as pessoas se sentem mais seguras fazendo compras pelo aplicativo e evitando contato com pessoas.

Para assegurar a segurança da comida entregue, a Rappi também atualizou diversos protocolos dos entregadores parceiros. O primeiro foi incentivar pagamento via aplicativo, para que diminua o contato na hora da entrega. A empresa também disponibilizou álcool 70% e panos desinfetantes aos entregadores.

Outra decisão, mais drástica, foi o lançamento da opção “entrega sem contato”, na qual o consumidor pode pedir ao entregador para deixar o pedido na porta ou portaria da residência e se afastar por 2 metros, para evitar a proximidade ou qualquer contato com o motociclista.

Essa opção também foi adotada pelo Uber Eats. Em sua cartilha de recomendações aos entregadores e novos recursos contra a covid-19, a plataforma informa que os clientes poderão informar como querem receber os pedidos. Os usuários podem enviar uma instrução aos entregadores pedindo para que eles deixem o pedido na porta.

O iFood informa que também está testando entregas com menor contato. A plataforma já disponibiliza a opção “entrega sem contato”, que pode ocorrer tanto entre consumidores e entregadores, mas também entre entregadores e funcionários de restaurantes.

Além disso, a empresa está reforçando as recomendações do Ministério da Saúde aos seus consumidores, entregadores e restaurantes parceiros. Foram enviados comunicados informativos, em que se reforçam as boas práticas e medidas preventivas.

“A empresa entende que ainda é prematuro dimensionar o impacto da covid-19 no mercado de food delivery brasileiro. O iFood possui flexibilidade para ajustar rapidamente suas operações de acordo com as necessidades do mercado e está em constante contato com as autoridades, inclusive sobre esse tema”, disse a assessoria do iFood, acrescentando que o serviço continuará em funcionamento ao longo destas semanas de maior restrição de atividades e comércios País afora.

Fonte: www.huffpostbrasil.com

Tags

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *